Devocional de 12/02/07 – Nº. 02
A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto, Pv 18.21
Poder da morte e da vida
Tiago, no capítulo três, faz fortes considerações sobre a língua.
Compara-a ao leme de um navio que, mesmo pequeno, tem poder de conduzi-lo conforme a vontade de quem o governa. Compara-a a uma pequena chama que pode incendiar um grande bosque. Ela tem capacidade de bendizer a Deus o Pai e amaldiçoar os homens feitos à semelhança de Deus.
Por fim, Tiago afirma que naturalmente nenhum homem pode domar a língua, e assim como uma fonte não pode dar água salgada e doce, assim também não devemos permitir que nossa língua seja usada para o mal e o bem. Há muito tempo que o problema da língua ocupa espaço no pensamento humano. Conta-se que na Grécia Antiga havia um mercador muito rico que desejou dar um banquete com comidas especiais.
Chamou seu servo e mandou que comprasse a melhor das iguarias. O servo voltou com um prato coberto com uma linda toalha. O mercador retirou a toalha e surpreso disse: - Língua? Este é o prato mais delicioso? E o servo respondeu: - Sim, senhor, a língua é o prato mais delicioso.
É com a língua que o senhor pede água, diz “mamãe”, faz amizades, distribui seus bens, perdoa. Com ela o senhor conquista, reúne pessoas, diz “meu Deus!”, ora, canta, conta histórias, transmite a memória do passado, faz negócios e diz “eu te amo”.
O mercador testando seu servo mandou-o novamente ao mercado ordenando-lhe que trouxesse o pior dos alimentos. Voltou o servo com outro prato, coberto por outra fina toalha que o mercador logo retirou desejoso de conhecer o alimento mais repugnante. - Língua, outra vez! Disse o mercador espantado. - Sim, língua, disse o servo. É a língua que condena, separa, provoca intrigas e ciúmes É com ela que você blasfema e manda para o inferno. A língua expulsa, isola, engana o irmão, responde para a mãe, xinga o pai... A língua declara guerra! É com ela que você pronuncia a sentença de morte. Não há nada pior que a língua, não há nada melhor que a língua.
Se alguém não tropeça em palavra, o tal varão é perfeito e poderoso para também refrear todo o corpo. Tg 3.2
Abração
Joubert, pr.
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